Comece pelo início para uma introdução simples. Continue descendo para mais detalhes e pesquisas.
- Fácil
- Intermediário
- Avançado
Para jovens leitores
No centro de Atenas, uma cidade da Grécia, há uma colina alta e rochosa chamada Acrópole. No alto dela fica um enorme edifício antigo com fileiras de colunas de pedra branca. É o Partenon. Ele foi construído há quase 2.500 anos para abrigar uma estátua de Atena, a deusa da sabedoria e protetora da cidade.
Lá dentro havia uma estátua enorme de Atena, tão alta quanto um prédio de quatro andares, coberta de ouro e marfim. A estátua desapareceu, mas as pessoas fizeram cópias usando pequenos modelos antigos e descrições.
Os construtores eram muito habilidosos. O piso do Partenon não é totalmente plano: ele sobe um pouquinho no meio. As colunas ficam um pouco mais grossas em certa altura e se inclinam levemente para dentro. Esses pequenos detalhes fazem o edifício parecer reto, firme e cheio de vida.
Ao redor da parte de cima do edifício havia imagens esculpidas na pedra: deuses, heróis, cavalos, batalhas com centauros — criaturas metade gente, metade cavalo — e um longo desfile de pessoas. Muitas dessas esculturas estão hoje em museus de Atenas e Londres. As pessoas ainda discutem onde elas deveriam ficar.
O Partenon teve muitos usos. Foi um templo, depois uma igreja cristã e, mais tarde, uma mesquita. Há mais de 300 anos, uma explosão durante uma guerra destruiu parte dele. Por isso, hoje ele não tem teto. Especialistas estão consertando o edifício com muito cuidado, pedra por pedra.
Em resumo
- Construção
- 447–438 a.C. para a estrutura principal; esculturas concluídas por volta de 432 a.C.
- Local
- Acrópole de Atenas, Grécia
- Dedicado a
- Atena Partenos (Atena, a Virgem)
- Responsáveis pelo projeto
- Os arquitetos Ictino e Calícrates; o escultor Fídias supervisionou o programa artístico
- Patrocínio
- A democracia ateniense, sob a liderança política de Péricles; financiado em parte pelo tesouro da Liga de Delos
- Estilo e dimensões
- Templo dórico de mármore pentélico, com 8 × 17 colunas; plataforma de cerca de 69,5 × 30,9 m
- Usos posteriores
- Igreja cristã (Antiguidade Tardia), catedral latina (século XIII), mesquita (período otomano); gravemente danificado em 1687
- Reconhecimento
- Parte do sítio do Patrimônio Mundial da UNESCO «Acrópole de Atenas» (inscrito em 1987)
Fácil
O que é o Partenon?
O Partenon é um templo construído no século V a.C. na Acrópole, a cidadela rochosa que se ergue acima de Atenas. Foi dedicado a Atena, deusa protetora da cidade, em sua forma chamada Partenos, «a Virgem». Foi desse título que veio o nome do edifício.
Ele foi construído durante um período de grande confiança na história de Atenas, algumas décadas depois de os gregos terem derrotado as invasões persas de 490 e 480–479 a.C. Os persas incendiaram a Acrópole em 480 a.C., inclusive um templo anterior de mármore que ainda estava em construção no mesmo local. O novo edifício fazia parte de um amplo programa de reconstrução promovido pelo estadista Péricles.
O Partenon costuma ser considerado uma das maiores obras arquitetônicas do mundo antigo. Durante séculos, arquitetos da Europa e de outras regiões copiaram suas colunas e proporções. Ele se tornou um símbolo da Grécia, da civilização grega antiga e, para muitas pessoas, da própria democracia. Junto com os outros monumentos da Acrópole, foi inscrito na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO em 1987.
Fácil
Como «ler» o edifício
Visto de fora, o Partenon é um retângulo cercado por colunas nos quatro lados. Há 8 colunas em cada extremidade e 17 em cada lado, contando as colunas dos cantos nas duas contagens. Isso dá um total de 46 colunas externas, cada uma com cerca de 10,4 m de altura. Elas seguem a ordem dórica: têm fustes robustos e canelados, sem base, encimados por capitéis simples em forma de almofada.
Dentro do anel de colunas ficava uma construção fechada por paredes, chamada cela. Ela tinha duas salas sem comunicação entre si. A maior, a leste, abrigava a estátua colossal de Atena, emoldurada em três lados por uma colunata de dois andares. A sala menor, a oeste, tinha quatro colunas altas, provavelmente da ordem jônica, mais esguia, e parece ter sido usada para guardar tesouros. Em sentido estrito, o nome «Partenon» talvez se referisse originalmente apenas a essa sala.
As esculturas estavam distribuídas em três zonas. No alto da parte externa, acima das colunas, havia 92 painéis quadrados chamados métopas, esculpidos em alto-relevo. Nos dois espaços triangulares das extremidades, os frontões, ficavam grandes estátuas independentes. Ao longo da parte superior da parede da cela, atrás das colunas externas, corria uma faixa contínua esculpida, o friso, com cerca de 160 m de comprimento. Quem caminhava ao redor do templo via as métopas e os frontões no alto e avistava trechos do friso entre as colunas.
Partes do edifício eram pintadas com cores vivas. Vestígios de pigmento e furos usados para prender peças de metal, como rédeas e armas de bronze, mostram que as esculturas não eram inteiramente brancas como as vemos hoje.
Fácil
As histórias esculpidas na pedra
O frontão leste, acima da entrada principal, mostrava o nascimento de Atena, que, segundo o mito, saiu da cabeça de seu pai, Zeus, já adulta e armada. O frontão oeste, voltado para quem subia à Acrópole, mostrava a disputa entre Atena e Posêidon, deus do mar, pela região da Ática: Posêidon ofereceu uma fonte de água salgada, Atena ofereceu uma oliveira, e ela venceu.
As métopas mostravam quatro grandes batalhas: deuses contra gigantes a leste, gregos contra amazonas a oeste, lápitas contra centauros ao sul e a queda de Troia ao norte. Cada uma conta uma história em que a ordem e a civilização vencem o caos. Muitos estudiosos veem nelas um reflexo da vitória recente dos gregos sobre a Pérsia.
O friso mostra uma grande procissão com cavaleiros, carros, anciãos, músicos, jovens carregando recipientes, animais conduzidos para o sacrifício e, acima da entrada leste, deuses sentados. A interpretação mais comum é que ele representa a procissão das Panateneias, a maior festa da cidade em homenagem a Atena, quando um novo manto, chamado peplo, era levado à sua antiga estátua. Se for esse o caso, era algo extraordinário mostrar cidadãos comuns em um templo, espaço normalmente reservado às imagens de deuses e heróis.
A maior obra de todas era a estátua de Atena Partenos feita por Fídias e dedicada em 438 a.C. Com cerca de 11,5 m de altura, ela tinha uma estrutura de madeira revestida de marfim na pele e de ouro nas roupas e na armadura. O historiador Tucídides afirma que o ouro pesava 40 talentos e podia ser retirado. A estátua desapareceu na Antiguidade Tardia. Nós a conhecemos por descrições, pequenas cópias romanas e moedas.
Intermediário
Técnicas de construção e refinamentos
O templo foi construído inteiramente com mármore do monte Pentélico, cerca de 16 km a nordeste de Atenas. Os blocos eram cortados nas pedreiras, arrastados montanha abaixo em trenós e carroças e içados com guindastes de madeira e cordas. As colunas eram formadas por tambores empilhados, unidos por pinos de madeira no centro. Os blocos das paredes eram presos por grampos de ferro fixados com chumbo, sem argamassa. As caneluras finais das colunas eram esculpidas depois da montagem.
O Partenon é especialmente famoso entre arquitetos por seus refinamentos ópticos. Quase nenhuma linha do edifício é perfeitamente reta. A plataforma, ou estilóbato, sobe suavemente em direção ao meio de cada lado, cerca de 10 cm nos lados mais longos. As colunas têm êntase, uma leve curvatura para fora em seu perfil, e se inclinam um pouco para dentro; as colunas dos cantos são ligeiramente mais grossas que as demais. Os espaços entre elas variam. Esses ajustes exigiam que cada bloco fosse cortado individualmente.
Por que esses ajustes foram feitos? Autores antigos como Vitrúvio acreditavam que eles corrigiam ilusões de óptica, como a impressão de que uma longa linha horizontal reta se curva para baixo. Estudiosos atuais também sugerem que eles dão ao edifício uma sensação de tensão e vida ou que ajudavam a escoar a água. Seja qual for sua finalidade, mostram a extraordinária precisão dos pedreiros: algumas juntas têm exatidão de frações de milímetro.
O edifício também seguia um sistema de proporções. Muitos estudiosos observaram que a razão de 4 : 9 aparece em várias de suas dimensões principais, como na relação entre a largura e o comprimento da plataforma. Ainda se discute até que ponto os arquitetos planejaram conscientemente uma razão única e até que ponto essas relações resultam de medições modernas.
Intermediário
Péricles, o império e o dinheiro
Depois das Guerras Médicas, Atenas liderou uma aliança de cidades-Estado gregas, a Liga de Delos, formada em 478/477 a.C. para continuar a luta contra a Pérsia. Seus membros contribuíam com navios ou dinheiro. Com o tempo, Atenas transformou a aliança em um império: os membros não podiam sair e, em 454 a.C., o tesouro foi transferido da ilha de Delos para Atenas.
Péricles, o principal político de Atenas, convenceu a assembleia a usar parte desse dinheiro, junto com recursos da própria cidade, para reconstruir os templos destruídos pelos persas. Depois do Partenon vieram a entrada monumental da Acrópole, chamada Propileus, o pequeno templo de Atena Nice e o Erecteion. Plutarco, escrevendo muito tempo depois, relata que os adversários de Péricles reclamavam que Atenas se enfeitava como uma mulher vaidosa, usando joias pagas por seus aliados.
Inscrições em pedra que registravam as contas anuais dos responsáveis pela construção sobreviveram em fragmentos. Elas mostram que a obra era organizada pela democracia, com supervisores eleitos, e que muitos trabalhadores recebiam por dia, entre eles cidadãos, estrangeiros residentes, chamados metecos, e pessoas escravizadas. Assim, o Partenon era tanto um ato de devoção religiosa quanto uma demonstração do poder, da riqueza e da confiança de Atenas.
Historiadores discutem com frequência esse paradoxo: o edifício que mais tarde se tornou um símbolo da democracia e da liberdade foi financiado em parte por um império que negava liberdade a seus aliados.
Intermediário
Templo ou tesouraria? O significado religioso
Os templos gregos eram moradas dos deuses, não salões para reunir fiéis. O culto, especialmente os sacrifícios, acontecia em altares ao ar livre. O Partenon é incomum porque parece não ter tido um altar próprio. Além disso, a imagem mais sagrada de Atena na Acrópole não era a estátua de ouro e marfim feita por Fídias, mas uma antiga estátua de madeira de oliveira de Atena Polias («da cidade»), guardada no templo mais antigo e depois no Erecteion. Era essa estátua antiga que recebia o novo manto nas Panateneias.
Por isso, alguns estudiosos argumentam que o Partenon era mais uma oferenda monumental e uma tesouraria do Estado do que um templo usado para o culto. O ouro da estátua de Atena servia como reserva financeira, e inventários das oferendas valiosas guardadas no edifício eram inscritos em pedra. Outros respondem que os gregos antigos não separavam religião, orgulho cívico e riqueza como fazemos hoje e que o Partenon era plenamente um edifício sagrado.
De qualquer modo, o edifício expressava a relação especial entre Atenas e sua deusa. Os frontões mostravam o nascimento de Atena e sua vitória sobre Posêidon pela Ática; o friso, segundo a interpretação mais comum, mostrava os cidadãos prestando homenagem a ela. Templo, cidade e deusa estavam ligados.
Intermediário
Igreja, mesquita e ruína
O Partenon continuou sendo um templo por cerca de 900 anos. Em algum momento da Antiguidade Tardia, sofreu danos causados por um incêndio, talvez durante a incursão dos hérulos em 267 d.C. ou mais tarde, e foi reparado. Depois que o Império Romano se tornou cristão e os sacrifícios aos deuses antigos foram proibidos, o edifício foi convertido em uma igreja dedicada à Virgem Maria. Os estudiosos situam essa conversão no fim do século V ou no século VI d.C. Uma abside foi construída na extremidade leste, e algumas esculturas, sobretudo métopas, foram danificadas de propósito.
Após a Quarta Cruzada (1204), Atenas passou a ser governada por senhores latinos, da Europa Ocidental, e o Partenon se tornou uma catedral católica. Os turcos otomanos tomaram Atenas em 1458 e, mais tarde no século XV, o edifício foi transformado em mesquita. Uma torre construída durante o período latino foi ampliada para servir de minarete. Viajantes que o viram no século XVII descreveram o edifício como ainda bastante preservado.
O desastre ocorreu em 1687. Durante uma guerra entre Veneza e o Império Otomano, o comandante veneziano Francesco Morosini cercou a Acrópole. A guarnição otomana guardava pólvora no Partenon. Em 26 de setembro de 1687, um projétil de morteiro veneziano atingiu o edifício, e a pólvora explodiu. Cerca de 300 pessoas morreram, e a parte central do templo foi destruída, incluindo boa parte das colunatas laterais, as paredes da cela e o teto. Depois de tomar a Acrópole, Morosini tentou retirar esculturas do frontão oeste, mas algumas caíram e se despedaçaram.
No século XVIII, uma pequena mesquita foi construída dentro das ruínas. O Partenon sofreu novos danos durante a Guerra de Independência da Grécia, na década de 1820, quando a Acrópole foi cercada mais de uma vez.
Intermediário
As esculturas do Partenon em Londres
Entre 1801 e 1812, agentes de Thomas Bruce, 7.º conde de Elgin e embaixador britânico no Império Otomano, retiraram cerca de metade das esculturas sobreviventes do Partenon. Entre elas estavam grandes partes do friso, 15 métopas e muitas figuras dos frontões. As peças foram enviadas à Grã-Bretanha. Elgin afirmou que tinha permissão das autoridades otomanas. Em 1816, o Parlamento britânico comprou a coleção, exibida desde então no Museu Britânico. Essas peças são muitas vezes chamadas de «Mármores de Elgin».
A Grécia pede a devolução das esculturas há décadas, sobretudo desde a campanha iniciada no começo da década de 1980 pela ministra grega da Cultura Melina Mercouri. Quem apoia a devolução argumenta que as esculturas foram retiradas quando a Grécia estava sob domínio estrangeiro, que a legalidade e o alcance da permissão dada a Elgin são duvidosos e que o friso e os frontões devem estar reunidos como partes de um mesmo monumento. O Museu Britânico argumenta que a retirada era legal na época, que ali as esculturas são exibidas no contexto das culturas do mundo e vistas gratuitamente por milhões de pessoas, e que a legislação britânica limita a possibilidade de o museu ceder peças de sua coleção.
Em 2009, a Grécia inaugurou o novo Museu da Acrópole ao pé da colina. A Galeria do Partenon, no último andar e com vista direta para o templo, exibe as partes do friso que permanecem em Atenas na sequência original, com cópias de gesso no lugar das peças mantidas em Londres e em outros locais. Outros fragmentos estão no Louvre e em vários museus.
A disputa se tornou um caso central em debates mais amplos sobre patrimônio cultural, formação de coleções na era colonial e o papel dos chamados «museus universais». As conversas entre os dois lados prosseguiram nos últimos anos, sem uma solução definitiva.
Avançado
Restauração e conservação
Após a independência da Grécia, arqueólogos retiraram da Acrópole a maioria das construções posteriores à Antiguidade clássica, inclusive a pequena mesquita dentro do Partenon, para deixar os monumentos clássicos à vista. Essa «purificação» refletia as ideias do século XIX sobre o que importava no patrimônio grego. Muitas camadas posteriores — bizantinas, francas e otomanas — desapareceram com pouca documentação, uma perda hoje lamentada pelos historiadores.
Entre cerca de 1898 e 1933, o engenheiro Nikolaos Balanos restaurou partes do Partenon e reergueu colunas caídas da colunata norte. Seu trabalho usou grampos e reforços de ferro, e ele muitas vezes recolocou blocos nas posições erradas. Mais tarde, o ferro enferrujou, expandiu-se e rachou o mármore, causando novos danos graves. A poluição do ar em Atenas durante o século XX também deteriorou a superfície do mármore.
Desde 1975, uma comissão para a conservação dos monumentos da Acrópole e, posteriormente, um serviço especializado em restauração realizam um longo programa de trabalho. Arquitetos e engenheiros desmontaram restaurações anteriores, substituíram o ferro enferrujado por titânio, devolveram blocos às posições corretas e acrescentaram mármore pentélico novo apenas onde era necessário para garantir a estabilidade. Esse mármore foi talhado para se encaixar e pode ser distinguido da pedra antiga. As esculturas originais que ainda estavam no edifício foram transferidas para o museu e substituídas por cópias.
O projeto recebeu muitos elogios por seu rigor acadêmico e pelo princípio da reversibilidade, mas também gerou debates: quanto se deve reconstruir, se os visitantes devem ver uma ruína ou um templo parcialmente reconstituído e como conciliar o turismo, que leva milhões de pessoas ao local todos os anos, com a proteção do sítio.
Avançado
Debates entre estudiosos
O que o friso mostra? A interpretação de que representa as Panateneias predomina desde o século XVIII, mas restam dificuldades: faltam na procissão alguns elementos conhecidos da festa, e a cena central acima da entrada, com adultos e crianças manuseando um tecido dobrado, é ambígua. Em The Parthenon Enigma (2014), Joan Breton Connelly propôs que o friso mostra o rei mítico Erecteu preparando-se para sacrificar a filha a fim de salvar Atenas. Seria, portanto, um mito de origem, e não uma festa da época. Muitos especialistas não aceitaram essa proposta, mas ela renovou o debate sobre a combinação de mito e ritual cívico.
Até que ponto o edifício tinha um significado político? As interpretações do Partenon como propaganda de Péricles ou como monumento à democracia são influenciadas pela política moderna. Alguns historiadores destacam sua função religiosa; outros, seu financiamento imperial e a mensagem que transmitia. A palavra «democracia» não aparece em parte alguma do edifício, e as fontes antigas dizem relativamente pouco sobre como os próprios atenienses interpretavam as esculturas.
Qual foi o papel de Fídias? Plutarco afirma que ele supervisionou todos os projetos de construção de Péricles. Mas se discute quanto das esculturas ele criou e quanto foi executado por equipes de escultores com estilos diferentes; as diferenças de estilo entre as métopas sugerem a participação de muitas pessoas. Mais tarde, o próprio Fídias foi acusado de desvio de recursos em Atenas, mas os detalhes e a data de seu julgamento são incertos.
Como funcionavam os refinamentos? As medições feitas pelas equipes modernas de restauração forneceram dados muito precisos sobre as curvaturas e inclinações e revelaram marcas de traçado e técnicas de construção. Ainda se discute, porém, se os arquitetos seguiam um único sistema teórico ou se trabalhavam por tentativa e ajuste no local.
Ideias principais
- Ordem dórica
- O estilo robusto da arquitetura grega usado na colunata externa, com colunas caneladas sem base e capitéis simples.
- Refinamentos ópticos
- Curvas e inclinações feitas de propósito, como a plataforma que sobe em direção ao centro e as colunas levemente mais largas no meio, para dar harmonia à aparência do edifício.
- Programa escultórico
- Um conjunto planejado de imagens em frontões, métopas e friso que, juntas, celebram Atena e o triunfo da ordem sobre o caos.
- Programa de construções de Péricles
- A reconstrução da Acrópole após a destruição causada pelos persas, financiada em parte pelos tributos dos aliados de Atenas.
- Camadas da história
- O edifício foi templo, igreja, catedral, mesquita e ruína; cada fase deixou vestígios e moldou o que sobreviveu.
- Debate sobre patrimônio cultural
- A questão de onde devem ficar as esculturas retiradas por Elgin é um caso importante nos debates atuais sobre museus e restituição.
- Restauração reversível
- A conservação atual procura reparar sem criar uma falsa aparência de antiguidade, usando intervenções documentadas que podem ser removidas.
Registros
- 480 a.C. — O exército persa incendeia a Acrópole, inclusive um templo anterior ainda inacabado no local (480 a.C.).
- 447 a.C. — Começa a construção do Partenon (447 a.C.).
- 438 a.C. — A estátua de Atena Partenos é dedicada à deusa (438 a.C.).
- 432 a.C. — As esculturas dos frontões são concluídas, por volta do início da Guerra do Peloponeso (432 a.C.).
- c. 500 d.C. — O Partenon é convertido em uma igreja da Virgem Maria (fim do século V ou século VI).
- 1458 — Os otomanos tomam Atenas; mais tarde, no mesmo século, o Partenon é convertido em mesquita.
- 1687 — Um projétil veneziano incendeia a pólvora otomana guardada no interior do edifício, e a explosão o destrói em parte (26 de setembro).
- 1801 — Agentes de Elgin começam a retirar esculturas (até 1812).
- 1816 — O Parlamento britânico compra a coleção de Elgin para o Museu Britânico.
- 1975 — Começa o programa moderno de conservação e restauração da Acrópole.
- 1987 — A Acrópole de Atenas é inscrita na Lista do Patrimônio Mundial da UNESCO.
- 2009 — O novo Museu da Acrópole é inaugurado em Atenas.
Glossário
- Acrópole
- «Cidade alta»: uma colina fortificada; em Atenas, a colina sagrada de Atena.
- Cela (naos)
- Sala interna de um templo onde ficava a estátua da divindade cultuada.
- Colunata
- Fileira de colunas que sustenta um teto ou uma viga.
- Frontão
- Espaço triangular em cada extremidade de um templo, muitas vezes preenchido por esculturas.
- Métopa
- Painel quadrado entre blocos com sulcos, chamados tríglifos, acima das colunas de um templo dórico; muitas vezes era esculpido.
- Friso
- Faixa horizontal contínua com esculturas em relevo.
- Êntase
- Leve curvatura para fora no perfil de uma coluna.
- Criselefantino
- Feito de ouro (chrysós) e marfim (eléphas), como a estátua de Atena Partenos.
- Liga de Delos
- Aliança de cidades-Estado gregas liderada por Atenas após 478 a.C., que se transformou em um império ateniense.
- Panateneias
- Grande festa ateniense em homenagem a Atena, com uma procissão e a entrega de um novo manto.
- Mármore pentélico
- Mármore branco de alta qualidade extraído do monte Pentélico, perto de Atenas, que adquire um tom dourado com o tempo.
Perguntas e respostas
Por que o Partenon não tem teto?
Por causa de uma explosão em 1687. Um projétil veneziano atingiu a pólvora que a guarnição otomana guardava dentro do edifício e destruiu sua parte central.
O Partenon sempre foi branco?
Não. Partes das esculturas e da decoração eram pintadas com cores vivas e tinham peças de metal. O tempo e a ação do clima removeram a maior parte da pintura.
Onde está a grande estátua de Atena?
Ela desapareceu na Antiguidade Tardia. Sabemos como era por meio de descrições antigas e pequenas cópias romanas.
Por que algumas esculturas estão em Londres?
Agentes de lorde Elgin as retiraram entre 1801 e 1812, e o Museu Britânico as adquiriu em 1816. A Grécia pede sua devolução; até agora, o museu as manteve.
Há alguma parte realmente reta no Partenon?
Muito pouca coisa. A plataforma se curva para cima, as colunas se alargam levemente e se inclinam para dentro, e as colunas dos cantos são mais grossas. Esses detalhes dão equilíbrio à aparência do edifício.
O Partenon era um templo ou uma tesouraria?
As duas interpretações têm defensores. Ele não tinha um altar próprio e guardava tesouros, mas era dedicado a Atena e abrigava sua estátua. Muitos estudiosos consideram que essa separação entre templo e tesouraria é moderna demais.
Quem pagou pela construção?
O Estado ateniense, com recursos próprios e com dinheiro dos tributos pagos pelos aliados da Liga de Delos. Críticos da época reclamaram desse uso do dinheiro.
Fontes e leituras adicionais
- Parthenon. Wikipedia
- 파르테논 신전. 위키백과
- Acropolis, Athens. UNESCO World Heritage Centre
- Athena Parthenos. Wikipedia
- Elgin Marbles. Wikipedia
- Acropolis Museum. Acropolis Museum, Athens
- Jenifer Neils (ed.), The Parthenon: From Antiquity to the Present. Cambridge University Press, 2005
- Mary Beard, The Parthenon. Profile Books, 2002
- Joan Breton Connelly, The Parthenon Enigma. Alfred A. Knopf, 2014
Conteúdo relacionado
- Batalha de MaratonaBatalha travada em 490 a.C. na qual uma força grega liderada pelos atenienses derrotou uma expedição persa em Maratona.
- SócratesFilósofo ateniense que não deixou escritos próprios. Conhecido por meio de Platão e Xenofonte, foi julgado e executado em 399 a.C.
- PlatãoDiscípulo de Sócrates e fundador da Academia. Seus diálogos continuam a ser fundamentais para a filosofia ocidental.
- PanteãoTemplo romano reconstruído sob Adriano, célebre por sua vasta cúpula de concreto e pela abertura central.
- Santa SofiaIgreja monumental construída para o imperador bizantino Justiniano I em Constantinopla entre 532 e 537 d.C.
- PersépolisCentro cerimonial e administrativo do Império Aquemênida no sudoeste do Irã, cuja construção começou sob Dario I.
Escrito com auxílio de IA a partir das fontes publicadas acima e revisado conforme surgem novas pesquisas.
