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Para jovens leitores
Há mais de 400 anos, o Japão invadiu duas vezes a Coreia, que era então o reino de Joseon: em 1592 e de novo em 1597. Na primeira guerra, a marinha coreana, liderada pelo almirante Yi Sun-sin, venceu uma batalha atrás da outra no mar, e por isso os japoneses não podiam usar o mar livremente.
No começo de 1597, bem quando a segunda invasão começava, Yi foi acusado de desobedecer às ordens do rei. Foi preso e levado para a capital, e outro comandante, Won Gyun, assumiu a marinha.
O rei e seus generais não paravam de mandar a marinha sair e atacar os japoneses perto de Busan. Os marinheiros remavam durante horas, os japoneses sempre escapavam, e os homens foram ficando cansados, com sede e com medo.
Numa noite de verão de 1597, os navios coreanos estavam descansando num canal estreito chamado Chilcheollyang, ao lado da ilha de Geoje. Navios japoneses se aproximaram no escuro e puseram fogo em alguns deles. De manhã, uma enorme frota japonesa os tinha cercado. Quase todos os navios coreanos foram queimados ou capturados, e muitos marinheiros e comandantes morreram. Conta-se também que Won Gyun morreu depois de fugir para terra.
O comandante Bae Seol levou cerca de doze navios de guerra para um lugar seguro, e alguns outros navios e barcos também podem ter sobrevivido. Yi Sun-sin recebeu de volta seu comando e, menos de dois meses depois, usou os navios de Bae Seol, com mais um, para lutar na famosa Batalha de Myeongnyang. Chilcheollyang nos lembra que até uma marinha forte pode ser perdida depressa quando está cansada, mal posicionada e é empurrada para a batalha.
Em resumo
- Data
- Noite do 15º dia do 7º mês lunar de 1597 para o 16º (calendário de Joseon; os relatos japoneses dão os mesmos dias) = 27–28 de agosto de 1597 (gregoriano, convertido com a tabela do Instituto Coreano de Astronomia e Ciência Espacial). A Wikipédia em inglês, seguindo Hawley, dá 28 de agosto
- Local
- Chilcheollyang, o canal estreito entre a ilha de Geoje e a ilha de Chilcheon (hoje Hacheong-myeon, Geoje, província de Gyeongsang do Sul); a última resistência foi em Chuwonpo, do lado de Goseong, onde muitas tripulações fugiram para terra
- Guerra
- Segunda invasão japonesa da Guerra Imjin (Jeongyu Jaeran, 1597–1598)
- Comandantes
- Joseon: Won Gyun (Comandante Naval das Três Províncias), Yi Eok-gi (Marinha da Direita de Jeolla), Choe Ho (Marinha de Chungcheong), Bae Seol (Marinha da Direita de Gyeongsang) / Japão: Tōdō Takatora, Wakisaka Yasuharu e Katō Yoshiaki no mar, com forças terrestres em Geoje que os relatos japoneses associam a Shimazu Yoshihiro e Konishi Yukinaga
- Forças
- Joseon: cerca de 180 grandes panokseon contados no 5º mês lunar, incluindo navios ainda em construção; “160 e tantos” navios de guerra segundo a Enciclopédia da Cultura Coreana; “até 200” na história de Hawley / Japão: o número dos que lutaram é incerto; Hawley estima 500–1.000 navios. Um relato separado de mais de 600 navios chegando do Japão a Busan no 8º dia do 7º mês não é uma contagem dos que entraram em combate
- Perdas
- Joseon: quase toda a frota; um registro de clã japonês citado na Wikipédia em japonês afirma que 160 e tantos navios foram capturados, e a Wikipédia em inglês, citando Hawley, dá 188 destruídos; Yi Eok-gi e Choe Ho morreram, e Won Gyun teria sido morto depois de desembarcar / Japão: nenhum total com fonte segura; a Wikipédia em japonês lista oito navios de guerra afundados sem citar fonte, e a Wikipédia em inglês descreve as perdas como mínimas
- Resultado
- Vitória japonesa decisiva. Cerca de doze navios escaparam sob Bae Seol; Yi Sun-sin foi novamente nomeado no 22º dia do 7º mês (3 de setembro de 1597); as forças japonesas passaram a controlar a costa sul e avançaram para o oeste, rumo a Jeolla e Namwon
- Fontes principais
- Registros Verídicos do Rei Seonjo (relatórios de Kim Sik e de Gwon Yul, discussões na corte), Anais Revisados do Rei Seonjo (1657), Jingbirok de Yu Seong-ryong, registros de clãs japoneses citados na Wikipédia em japonês; enciclopédias modernas
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Enquanto isso, em outras partes do mundo
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Fácil
O que aconteceu em Chilcheollyang?
A Batalha de Chilcheollyang foi a maior derrota da marinha coreana na Guerra Imjin. Ocorreu no início da segunda invasão japonesa, que começou em 1597 depois do fracasso das negociações de paz entre a China Ming e o Japão. O oficial que primeiro a relatou à corte disse que o ataque começou na segunda vigília da noite (mais ou menos entre 21h e 23h) do 15º dia do 7º mês lunar e que a frota coreana foi destruída na manhã seguinte. Convertidos com a tabela do Instituto Coreano de Astronomia e Ciência Espacial (KASI), esses dias correspondem a 27 e 28 de agosto de 1597.
A frota de Joseon era então comandada por Won Gyun. Ele havia substituído Yi Sun-sin, o vencedor da Batalha da Ilha de Hansan, que fora preso no começo daquele ano por não cumprir a ordem de interceptar no mar o comandante japonês Katō Kiyomasa. Sob forte pressão da corte e do comandante-em-chefe Gwon Yul, Won Gyun levou a frota rumo a Busan, onde os japoneses desembarcavam reforços. Depois de dias de deslocamentos exaustivos e de perdas perto de Busan e da ilha de Gadeok, a frota recuou e ancorou em Chilcheollyang, o canal estreito entre a ilha de Geoje e a ilha de Chilcheon.
Ali foi surpreendida à noite por navios japoneses e, ao amanhecer, uma frota japonesa muito maior a cercou, enquanto tropas japonesas esperavam em terra. A maioria dos navios coreanos foi queimada ou capturada. Os comandantes Yi Eok-gi e Choe Ho morreram, e Won Gyun, que fugiu para terra, teria sido morto. Bae Seol, comandante da Marinha da Direita de Gyeongsang, escapou com cerca de doze navios.
A derrota abriu a costa sul aos japoneses, que avançaram para o oeste, pela província de Jeolla, e tomaram Namwon um mês depois. Ela também trouxe Yi Sun-sin de volta: a corte o nomeou novamente uma semana depois da batalha, e os poucos navios sobreviventes formaram o núcleo da frota que ele comandou em Myeongnyang, em outubro de 1597. As seções seguintes examinam como o desastre aconteceu, o que as fontes dizem sobre as perdas e a morte de Won Gyun, e como a culpa vem sendo discutida desde então.
Fácil
Uma mensagem do campo inimigo: Yoshira e a travessia de Katō
Durante a longa trégua depois de 1593, Konishi Yukinaga, o comandante japonês mais envolvido nas negociações de paz, manteve contato com o comandante do exército de Gyeongsang da Direita, Kim Eung-seo, por meio de um intermediário chamado Yoshira. Os registros coreanos o descrevem como um dos homens de Konishi; a Enciclopédia da Cultura Coreana o chama de agente duplo. Konishi e Katō Kiyomasa eram rivais conhecidos, e as mensagens de Yoshira sugeriam que Konishi queria o sucesso das negociações e culpava Katō por seu fracasso.
No 1º mês lunar de 1597, Kim Eung-seo relatou que Yoshira viera procurá-lo no dia 11 com uma mensagem de Konishi: Katō, com 7.000 homens, tinha chegado a Tsushima no dia 4 e atravessaria assim que o vento permitisse. Yoshira insistiu que a marinha coreana se deslocasse para a ilha de Geoje e para a costa perto de Gijang para vigiar a travessia de Katō, ou ao menos se apresentasse com uma força numerosa para que Katō hesitasse. A corte levou a informação a sério, mas o Conselho de Defesa das Fronteiras também advertiu que “as palavras dos japoneses são astutas, e é difícil confiar nelas” e deixou a decisão ao comandante-em-chefe.
Yi Sun-sin não levou a frota para interceptar Katō, e Katō desembarcou na costa sudeste. Segundo os Anais Revisados do Rei Seonjo, compilados em 1657, Yi julgou que a rota marítima era perigosa e que os japoneses certamente armariam uma emboscada: uma frota grande seria vista, e uma pequena seria atacada. Os Anais Revisados acrescentam que Katō passou por Dadaepo e seguiu até Seosaengpo, e o Jingbirok de Yu Seong-ryong diz que Yoshira então voltou, fingindo lamentar que os coreanos tivessem perdido sua chance.
Não é certo que todo o caso tenha sido um ardil japonês. Os Anais Revisados e o Jingbirok o apresentam como um truque de Konishi para atrair a frota coreana e provocar a queda de Yi, e muitos relatos coreanos modernos repetem isso. Outras leituras são possíveis: as mensagens de Konishi podem também ter sido uma jogada em sua rivalidade com Katō. O momento também importa: os avisos chegaram quando Katō já estava em Tsushima à espera de vento, e o próprio Conselho de Defesa das Fronteiras temia que já fosse tarde demais para agir; os registros usados aqui não mostram se uma interceptação no mar era viável. O que os registros mostram claramente é como a mensagem foi usada na corte.
Fácil
Yi Sun-sin preso, Won Gyun no comando
O rei Seonjo ficou furioso. Numa audiência no 27º dia do 1º mês, disse que Yi não tinha feito nada desde 1592 e agora deixara escapar uma oportunidade que “o Céu dera”, e que, mesmo que Yi lhe trouxesse a cabeça de Katō, não poderia ser perdoado. Alguns ministros defenderam Yi ou advertiram contra a troca de comandantes em tempo de guerra; outros pressionaram por seu afastamento. No dia seguinte, o rei escreveu a Won Gyun, que acabara de nomear comandante da Marinha da Direita de Gyeongsang, que Yi “deixara o inimigo atravessar o mar em paz” e que um dia teria de ser preso e interrogado.
No 2º mês lunar, o Gabinete do Inspetor-Geral exigiu a prisão de Yi, e o rei ordenou que ele fosse preso assim que Won Gyun assumisse seu comando, mas não no meio de uma batalha. Yi entregou o comando na ilha de Hansan, seu quartel-general desde 1593, e foi levado para a capital; foi encarcerado no 4º dia do 3º mês (19 de abril de 1597). No dia 13, o rei enumerou seus crimes: enganar a corte, deixar o inimigo sem castigo, roubar o mérito alheio e fazer falsas acusações contra outros, e agir sem nenhum freio; pela lei, escreveu, Yi deveria ser condenado à morte.
Yi foi interrogado sob tortura. O velho estadista Jeong Tak argumentou que Yi era um general famoso que o Estado não podia se dar ao luxo de matar e que as decisões dos comandantes não podiam ser julgadas de longe. No 1º dia do 4º mês (16 de maio de 1597), Yi foi libertado e mandado servir sem posto (baegui jonggun) sob o comandante-em-chefe Gwon Yul. A caminho do sul, soube que sua mãe tinha morrido.
Won Gyun lutara ao lado de Yi em 1592, e a disputa entre os dois pelo crédito daquelas vitórias tinha se tornado amarga. Ele dissera muitas vezes que Yi deixava de atacar; agora foi nomeado Comandante Naval das Três Províncias, e esperava-se que fizesse o que Yi não fizera. Os registros da corte mostram que Won Gyun logo achou a tarefa tão difícil quanto Yi dissera que era.
Fácil
O ataque noturno em Chilcheollyang
Em meados do 7º mês lunar, a frota de Joseon, esgotada por uma investida fracassada rumo a Busan, tinha recuado para o estreito entre a ilha de Geoje e a ilha de Chilcheon. O Jingbirok diz que Bae Seol advertiu Won Gyun de que as águas diante da ilha de Chilcheon eram rasas e estreitas e que a frota devia sair dali, mas que Won Gyun recusou. Os japoneses, que tinham fortes ao longo dessa costa, podiam observar os navios coreanos da terra; o Jingbirok diz que seus acampamentos passavam a notícia uns aos outros conforme a frota se movia. Segundo a Enciclopédia da Cultura Coreana, os comandantes navais Tōdō Takatora, Wakisaka Yasuharu e Katō Yoshiaki deslocaram-se para o norte da ilha de Geoje no dia 14 e planejaram um ataque combinado por mar e por terra.
O primeiro relato a chegar à corte veio de Kim Sik, um mensageiro real que estava com a frota. Ele disse que, na segunda vigília da noite do dia 15, cinco ou seis navios japoneses atacaram de repente e incendiaram quatro navios de guerra coreanos. Os comandantes coreanos entraram em formação às pressas. Ao canto do galo, incontáveis navios japoneses os cercaram com três ou quatro fileiras de navios, enchendo o mar em volta das ilhas próximas. Os coreanos lutaram enquanto recuavam, mas não conseguiram resistir e se retiraram para Chuwonpo, na região de Goseong, onde todos os navios de guerra foram queimados e comandantes e soldados morreram queimados ou afogados.
Yu Seong-ryong contou ao rei uma história parecida: os japoneses se aproximaram às escondidas sob a escuridão, queimaram quatro navios e, na manhã seguinte, cercaram a frota; os coreanos foram empurrados para Goseong e desembarcaram, mas tropas japonesas tinham desembarcado antes e estavam à espera deles. Os relatos japoneses, tal como resumidos na Wikipédia em japonês, dizem que a frota japonesa atacou a partir do amanhecer do dia 16 enquanto tropas em terra a apoiavam, e afirmam que milhares de coreanos foram mortos e mais de 160 navios capturados.
Kim Sik escapou para terra com Won Gyun e o magistrado de Suncheon, U Chi-jeok. Ele relatou que Won Gyun, velho e incapaz de acompanhá-los, sentou-se debaixo de um pinheiro só com sua espada, e que ele próprio, enquanto corria, olhou para trás e viu seis ou sete japoneses de espada chegando até Won Gyun; o que aconteceu depois ele não sabia dizer. Bae Seol e os comandantes de Okpo e de Angolpo escaparam, relatou Kim Sik, e incontáveis navios japoneses seguiram rumo à ilha de Hansan.
Intermediário
Ordens de longe: a corte, Gwon Yul e uma frota relutante
A estratégia que levou a Chilcheollyang foi definida em Hanseong. A corte queria que a marinha cortasse a rota marítima entre o Japão e Busan para que os reforços japoneses não pudessem atravessar. No 6º mês lunar, o Conselho de Defesa das Fronteiras propôs que a frota fosse dividida em esquadras sob Bae Seol, Yi Eok-gi, Choe Ho e Won Gyun, que se revezariam patrulhando o mar enquanto Hansan continuava como base, e queixou-se de que a marinha se escondia em seus portos em vez de se mostrar.
Won Gyun discordava. Num relatório do 3º mês, argumentou que os japoneses em Angolpo e na ilha de Gadeok eram poucos e que o exército devia primeiro expulsá-los por terra; com “mais de 300.000” soldados escolhidos, uma grande campanha combinada por terra e mar poderia decidir a guerra. No 6º mês escreveu de novo que sua frota não podia chegar a Busan com segurança enquanto os japoneses mantivessem Angolpo, Gadeok e Jukdo, porque não teria ancoradouro à frente e teria inimigos atrás. A corte respondeu que a decisão cabia ao comandante-em-chefe e ao comissário-chefe de Estado, que queriam que a marinha saísse.
A pressão aumentou. Gwon Yul relatou no 6º mês que Won Gyun continuava pedindo primeiro o ataque por terra e não tinha intenção de sair com a frota; Gwon o repreendera várias vezes, e só quando Nam I-gong, enviado pelo comissário-chefe de Estado Yi Won-ik, foi a Hansan e permaneceu ali insistindo para que ele partisse é que a frota zarpou. No 10º dia do 7º mês, o rei mandou dizer a Won Gyun que, se ele recuasse de novo e deixasse o inimigo escapar, a lei do Estado seria aplicada e ele não poderia poupá-lo.
Os Anais Revisados e o Jingbirok relatam que Gwon Yul mandou espancar Won Gyun: segundo os Anais Revisados, porque ele temia o inimigo e adiava; segundo o Jingbirok, porque nada havia conseguido. Também divergem quanto ao momento: os Anais Revisados situam o espancamento antes da investida final rumo a Busan; o Jingbirok, depois que a frota recuou para a ilha de Chilcheon; e a Enciclopédia da Cultura Coreana, depois de um ataque fracassado de Bae Seol perto de Ungcheon. Um relatório de Gwon Yul que chegou à corte depois da derrota mostra que os três comandantes navais provinciais tinham dito a Won Gyun que sabiam que a derrota era certa, que não era possível aproximar-se de Busan e de Jeolyeongdo, e que um general em campanha não precisava obedecer a todas as ordens de seu soberano; Gwon pediu à corte que os punisse.
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Esgotada antes da batalha: Angolpo, Busan e Gadeok
A frota zarpou de Hansan no 18º dia do 6º mês lunar (31 de julho) com cerca de cem navios. No dia seguinte, atacou os japoneses em Angolpo e na ilha de Gadeok. O relatório de Nam I-gong, assistente de Yi Won-ik, descreve uma luta dura em que navios japoneses foram repelidos e dois foram capturados; mas An Hong-guk, magistrado de Boseong, foi morto por uma bala que lhe atravessou a testa, e a frota voltou a Hansan.
No começo do 7º mês a frota saiu de novo. Yi Won-ik relatou que a Marinha da Direita atravessou à noite no dia 7 e se posicionou diante de Dadaepo, perto de Busan, capturando pouco mais de dez navios japoneses no dia 8 (20 de agosto), o dia em que mais de 600 navios japoneses chegaram do Japão a Busan. A investida final rumo a Jeolyeongdo (a atual Yeongdo, em Busan) é descrita em relatos posteriores, e sua relação exata com essa operação datada é incerta. O Jingbirok diz que o vento aumentou e a noite caiu, e que os remadores, que tinham remado o dia inteiro desde Hansan, estavam com fome, com sede e exaustos. Tanto o Jingbirok quanto os Anais Revisados dizem que os navios japoneses se aproximavam e depois escapavam sem lutar, para cansar os coreanos, e que à noite os navios coreanos foram dispersados pelo vento forte.
Won Gyun reuniu os navios restantes e seguiu para a ilha de Gadeok, onde os homens sedentos desembarcaram em busca de água. O Jingbirok diz que tropas japonesas irromperam do interior da ilha e que a frota perdeu mais de 400 oficiais e soldados antes de recuar para a ilha de Chilcheon. Os Anais Revisados também descrevem a emboscada, mas não dão número e passam direto à retirada para Chuwonpo, em Goseong. Na corte, um funcionário comentou depois que, nos combates do dia 9, os soldados estavam tão assustados que não conseguiram disparar uma única flecha. Quando ancorou em Chilcheollyang, a marinha tinha perdido homens, navios e confiança, e estava perto da costa dominada pelos japoneses.
Intermediário
Won Gyun, Yi Eok-gi, Choe Ho e Bae Seol
Won Gyun (1540–1597) era o comandante da Marinha da Direita de Gyeongsang quando a guerra começou, em 1592. Sua própria frota desmoronou nos primeiros dias da invasão, mas, com a ajuda de Yi Sun-sin, ele participou das vitórias de 1592. Os dois brigaram pelo crédito dessas vitórias e, depois que Yi se tornou Comandante Naval das Três Províncias, em 1593, Won Gyun foi transferido para postos no exército. Em 1597 voltou à marinha no lugar de Yi. O que lhe aconteceu em Chilcheollyang é relatado de modos diferentes nas fontes, como explica a seção avançada sobre as fontes.
Yi Eok-gi, comandante da Marinha da Direita de Jeolla, lutava ao lado de Yi Sun-sin desde 1592, na ilha de Hansan, entre outras batalhas; a Enciclopédia da Cultura Coreana diz que ele escreveu a ministros defendendo Yi depois de sua prisão. Choe Ho, comandante da Marinha de Chungcheong, tinha ajudado a reprimir a rebelião de Yi Mong-hak em 1596. Ambos morreram em Chilcheollyang; os Anais Revisados dizem que se lançaram ao mar, e o Jingbirok, que Yi Eok-gi saltou de seu navio.
Bae Seol, comandante da Marinha da Direita de Gyeongsang, é a figura mais controversa da batalha. O Jingbirok diz que ele advertira Won Gyun repetidas vezes, mantivera em segredo seus próprios navios prontos e fugira quando os japoneses atacaram, de modo que só sua esquadra ficou intacta; os Anais Revisados são mais duros e dizem que sua fuga fez todo o exército desmoronar. Ele chegou à ilha de Hansan, queimou os edifícios, os grãos e as armas que havia ali para que os japoneses não pudessem usá-los e mandou embora as pessoas que restavam. A Enciclopédia da Cultura Coreana diz que ele partiu com doze navios.
Bae Seol serviu sob Yi Sun-sin durante algum tempo depois da nova nomeação de Yi, mas, antes da Batalha de Myeongnyang, deixou a frota, com permissão para tratar uma doença, e não voltou. Foi capturado em Seonsan em 1599 e executado em Seul. Os cerca de doze navios que ele havia salvado permaneceram com a frota e se tornaram o núcleo da marinha que Yi reconstruiu.
Intermediário
Depois da derrota: a volta de Yi, a costa sul e Namwon
O relatório de Kim Sik chegou à corte no 22º dia do 7º mês (3 de setembro de 1597). Os Registros Verídicos descrevem um longo silêncio em que nenhum ministro conseguia responder ao rei. O rei Seonjo disse que a derrota era vontade do Céu, perguntou por que a frota não tinha enviado batedores nem recuado para Hansan e observou que Hideyoshi sempre dissera que era preciso destruir primeiro a marinha coreana para depois vencer o exército. Disse também que Won Gyun não quisera ir no início e que a pressão do comandante-em-chefe havia causado o desastre.
No mesmo dia, Yi Sun-sin foi novamente nomeado Comandante Naval das Três Províncias. Segundo os Anais Revisados e o Jingbirok, os ministros Kim Myeong-won e Yi Hang-bok insistiram que só Yi podia restaurar a marinha. Gwon Yul já tinha mandado Yi à costa para reunir os navios dispersos; com pouquíssimos homens, ele viajou de Gyeongsang a Jeolla, recolhendo o que restava. Os navios que Bae Seol salvara se tornaram sua frota.
Sem a marinha coreana, os japoneses passaram a controlar a costa sul. O Jingbirok descreve seu avanço para o oeste depois da vitória: Namhae e Suncheon caíram uma após a outra, navios japoneses desembarcaram tropas em Duchijin, e o exército cercou Namwon, defendida pelo general Ming Yang Yuan com 3.000 homens. O rei Seonjo previra esse perigo no dia em que a derrota foi relatada. Namwon caiu em meados do 8º mês lunar (fim de setembro de 1597), e sua queda foi seguida de um massacre.
Em Hanseong, o rei temia que os navios japoneses entrassem agora no mar ocidental e chegassem em poucos dias às províncias de Chungcheong e Gyeonggi. Em Myeongnyang, no 16º dia do 9º mês (26 de outubro de 1597), Yi, com treze navios, fez recuar uma frota japonesa muito maior e conteve seu avanço para o oeste. Em terra, os japoneses não atacaram Hanseong e logo recuaram para seus fortes na costa sul. A guerra terminou quando as últimas forças japonesas se retiraram de Busan, em dezembro de 1598.
Intermediário
Enquanto isso no mundo, 1597
No próprio Japão, em 5 de fevereiro de 1597, vinte e seis católicos, fiéis japoneses e missionários estrangeiros, foram crucificados em Nagasaki por ordem de Toyotomi Hideyoshi, o governante que havia lançado as invasões da Coreia. A execução marcou um endurecimento de sua política em relação ao cristianismo.
Na outra ponta da Eurásia, potências marítimas também apostavam tudo em suas frotas. Em outubro de 1597, a Espanha enviou contra a Inglaterra uma terceira Armada, de cerca de 140 navios, mas uma tempestade a dispersou no canal da Mancha. No mesmo ano, a primeira expedição holandesa às Índias Orientais voltou para casa, abrindo caminho para o comércio holandês de especiarias e para a futura Companhia Holandesa das Índias Orientais.
Nenhum desses acontecimentos teve ligação com Chilcheollyang. Colocá-los lado a lado mostra apenas que, no mesmo ano, o destino das frotas e o controle das rotas marítimas importavam em muitas partes do mundo.
Intermediário
A memória de Chilcheollyang
Chilcheollyang é lembrada há muito tempo na Coreia como a sombra das vitórias de Yi Sun-sin. A Enciclopédia da Cultura Coreana a descreve como a única batalha naval que a marinha de Joseon perdeu na guerra, e em obras de divulgação histórica e em séries de televisão como Immortal Admiral Yi Sun-sin (2004–2005), da KBS, a derrota prepara o terreno para a volta de Yi, a famosa história dos doze navios de guerra que lhe restavam e sua vitória em Myeongnyang com treze.
Na própria ilha de Chilcheon há hoje um Parque Memorial da Batalha de Chilcheollyang, administrado pela Corporação de Desenvolvimento do Turismo Marinho de Geoje; seu pavilhão de exposições mostra a força das duas marinhas e o desenrolar da batalha. Cerimônias em memória dos marinheiros de Joseon que morreram ali são realizadas em Geoje; uma emissora regional noticiou uma delas em setembro de 2026.
Os comandantes são lembrados de maneiras diferentes. Yi Eok-gi, que recebeu o nome póstumo Uimin, e An Hong-guk foram consagrados ao lado de Yi Sun-sin em Chungminsa, em Yeosu, o santuário construído em 1601. O túmulo de Won Gyun em Pyeongtaek, na província de Gyeonggi, foi designado monumento de Gyeonggi em 1980, e seus descendentes realizam ritos ali. Os registros usados aqui não dizem que seu corpo foi recuperado, e a Wikipédia em coreano menciona uma tradição segundo a qual o túmulo guarda apenas seus pertences.
Avançado
Navios, homens e perdas: o que dizem as fontes
O tamanho da frota de Joseon é incerto. No 5º mês lunar, o Conselho de Defesa das Fronteiras, resumindo um relatório de Gwon Yul, contou 134 grandes panokseon em Hansan, mais cinco ou seis a caminho e 48 sendo construídos especialmente, para ficarem prontos em vinte dias: cerca de 180 ao todo, além de barcos menores. A Enciclopédia da Cultura Coreana diz que Won Gyun deixou Hansan com “160 e tantos” navios das três províncias; a história de Hawley, citada pela Wikipédia em inglês, fala em até 200. No 6º mês, o Ministério da Guerra disse a um general Ming que a marinha sob Won Gyun contava 4.500 homens, número que talvez conte só parte das tripulações. As contagens de navios estão mais próximas umas das outras do que os números de efetivos, e as fontes usadas aqui não permitem um total seguro.
Quanto aos japoneses, Yi Won-ik relatou mais de 600 navios chegando do Japão a Busan no 8º dia do 7º mês, e o verbete da Enciclopédia sobre Bae Seol fala em 600 e tantos navios em Busan. Hawley, citado pela Wikipédia em inglês, estima 500–1.000 navios. Nenhum desses números mostra quantos participaram do ataque em Chilcheollyang propriamente dito, onde o primeiro assalto, segundo Kim Sik, foi feito por apenas cinco ou seis navios.
As perdas de Joseon foram pesadas, mas não são conhecidas com precisão. Kim Sik disse que todos os navios de guerra foram queimados e que os comandantes e soldados morreram queimados ou afogados. Um registro de clã japonês, citado na Wikipédia em japonês, afirma que mais de 160 navios foram capturados e milhares de coreanos mortos; a Wikipédia em inglês, citando Hawley, dá 188 navios destruídos. No entanto, um relatório de Gwon Yul datado do dia 21 transmitiu o que seu oficial Choe Yeong-gil ouvira: que 18 navios grandes tinham chegado a Saryang e mais de 20 navios de Jeolla estavam espalhados ao longo da costa, e que, como as tripulações em fuga tinham encalhado seus navios na praia, não tinham morrido muitos remadores. O número habitual de “cerca de doze navios” refere-se à esquadra que Bae Seol manteve unida; mais homens e barcos podem ter sobrevivido em outros lugares.
Nenhum total com fonte segura das perdas japonesas é estabelecido aqui: a Wikipédia em japonês lista oito navios de guerra afundados sem citar fonte, e a Wikipédia em inglês descreve as perdas como mínimas. O total de mortos de Joseon também é desconhecido; o Jingbirok relata a perda de mais de 400 oficiais e soldados em Gadeok antes da batalha, sem dizer quantos foram mortos. No 8º mês, Yi Won-ik relatou que as notícias sobre quais comandantes tinham morrido ou sobrevivido mudavam o tempo todo, e julgou que quase todos eles, vivos ou mortos, tinham fugido em vez de lutar.
Avançado
As fontes e seus problemas
O relato mais antigo é o relatório do mensageiro real Kim Sik, registrado nos Registros Verídicos do Rei Seonjo na entrada referente ao 22º dia do 7º mês. É curto e próximo dos acontecimentos, mas dá a visão de um único sobrevivente; diz que “todos” os navios foram queimados e todos os homens morreram, o que relatórios posteriores matizaram. O registro da audiência com os ministros no mesmo dia preserva o resumo da batalha feito por Yu Seong-ryong e as reações do rei. Relatórios de Gwon Yul, de Yi Won-ik e de magistrados locais nas semanas seguintes acrescentam detalhes e contradições.
A morte de Won Gyun é o exemplo mais claro de como as fontes divergem. Kim Sik viu soldados japoneses chegarem até Won Gyun, mas não o viu morrer. O relatório de Gwon Yul do dia 21 transmitiu um boato de que Won Gyun tinha escapado e seguia para Jinju; outro relatório, uma semana depois, baseado em sobreviventes, dizia que ele desembarcara perto de Gyeonnaeryang e certamente fora morto. No 5º dia do 8º mês, a corte decidiu esperar até que Won Gyun reaparecesse para decidir sua punição. O Jingbirok diz que alguns afirmavam que ele fora morto e outros que escapara, e que a verdade nunca se soube; os Anais Revisados, compilados em 1657, narram sua morte depois do desembarque como fato estabelecido. Ele nunca reapareceu e, em 1604, foi homenageado postumamente.
A maior parte dos detalhes vívidos sobre a conduta de Won Gyun vem de obras posteriores e partidárias. O Jingbirok, escrito depois da guerra por Yu Seong-ryong, protetor de Yi Sun-sin, diz que Won Gyun desfez as disposições de Yi, afastou os oficiais de Yi, foi viver com uma concubina favorita no Unjudang, o salão onde Yi realizava seus conselhos de guerra, isolado por uma sebe dupla, bebia muito e punia sem medida; os Anais Revisados também dizem que ele desfez os regulamentos de Yi, punia sem medida e perdeu a lealdade dos homens. Os Registros Verídicos originais, compilados sob o rei Gwanghaegun a partir de 1609, não contêm tal retrato nos registros usados aqui, mas preservam os próprios relatórios de Won Gyun e as ordens enviadas a ele. Até as datas diferem: o Jingbirok situa a derrota no 7º dia do 8º mês, o que não corresponde aos registros da corte, e a Enciclopédia da Cultura Coreana data a investida perto de Busan no dia 14 do 7º mês, depois do relatório de Yi Won-ik.
As fontes japonesas são menos numerosas entre as fontes usadas aqui. A Wikipédia em japonês cita os documentos da família Shimazu para a captura de 160 e tantos navios e o incêndio de navios coreanos ao longo da costa, e a história da guerra do estado-maior do exército japonês para o combate anterior em Gadeok. Esses registros de clã tendem a engrandecer os próprios feitos, e as fontes usadas aqui não permitem verificá-los em detalhe.
Avançado
De quem foi a culpa? Won Gyun e os historiadores
Durante séculos, a resposta habitual foi Won Gyun. O Jingbirok o retrata como um rival invejoso que caluniou Yi Sun-sin, tomou seu posto e depois perdeu a frota pela bebida, pela dureza e pela falta de discernimento, e os Anais Revisados também o criticam por desfazer os regulamentos de Yi, punir sem medida e perder a lealdade dos homens. Esse retrato moldou a memória coreana posterior, sobretudo à medida que Yi se tornou herói nacional a partir da época do rei Jeongjo e de novo no século XX. A Enciclopédia da Cultura Coreana observa que Won Gyun foi muitas vezes registrado como o típico comandante covarde.
Os registros contemporâneos são mais matizados. No dia em que a derrota foi relatada, o próprio rei Seonjo disse que a frota deveria ter mantido Hansan, mas fora “pressionada a sair”, e que a pressão do comandante-em-chefe sobre Won Gyun causara a derrota. Um mês depois, o Gabinete do Inspetor-Geral foi além, dizendo que a derrota naval “veio de fato do fracasso dos planos da corte”. Quando Yi Won-ik propôs que Won Gyun arcasse com a pena pela perda do exército, o Conselho de Defesa das Fronteiras respondeu que a culpa não podia recair só sobre Won Gyun. Em 1604, Won Gyun foi nomeado vassalo de mérito Seonmu de primeira classe, junto com Yi Sun-sin e Gwon Yul.
Desde os anos 1980, alguns escritores, junto com descendentes de Won Gyun e grupos locais de Pyeongtaek, defendem uma reavaliação dele, apontando seu histórico em 1592, seus avisos de que a frota não podia atacar Busan com segurança enquanto os japoneses mantivessem Angolpo e Gadeok, e as ordens que o forçaram a sair. Os críticos respondem que esses esforços são movidos por lealdades familiares e locais, e que o próprio Won Gyun criticara Yi por não atacar. Os registros discutidos aqui permitem pesar suas decisões junto com a pressão da corte, o esgotamento da frota e o controle japonês da costa.
As fontes usadas aqui apontam para várias causas agindo juntas: uma corte e um comandante-em-chefe que exigiam uma ofensiva que os comandantes da frota julgavam impossível; um exército japonês que dominava a costa e podia combinar ataques por terra e mar; uma frota exausta e desmoralizada que ancorou num canal estreito sem alerta adequado; e decisões de Won Gyun nos últimos dias, incluindo, segundo o Jingbirok, sua recusa em deixar o ancoradouro estreito apesar do aviso de Bae Seol. Quanto peso dar a cada uma dessas causas continua sendo questão de julgamento, e o lado japonês da história ainda está muito menos documentado nas fontes disponíveis aqui.
Ideias principais
- Informação e engano
- Uma mensagem transmitida por Yoshira sobre a travessia de Katō Kiyomasa levou à prisão de Yi Sun-sin. Relatos posteriores a chamam de ardil japonês deliberado; os registros mostram apenas que ela foi relatada e motivou ações, não o que Konishi pretendia.
- Ordens de longe
- A corte e o comandante-em-chefe pressionaram por uma ofensiva perto de Busan que os comandantes da frota julgavam impossível enquanto os japoneses dominassem a costa.
- Esgotamento antes da batalha
- Longas jornadas a remo, uma frota dispersada pelo vento e, segundo relatos posteriores, mais de 400 homens perdidos em Gadeok desgastaram a marinha antes do golpe japonês.
- Uma armadilha num canal estreito
- Ancorada em águas rasas e estreitas perto de uma costa controlada pelos japoneses, a frota podia ser atacada à noite e ter a fuga por terra cortada.
- Mar e terra juntos
- Os japoneses combinaram um ataque da frota com tropas em Geoje e no continente; muitas tripulações que fugiram para terra deram com tropas japonesas que já as esperavam.
- Uma frota que sobreviveu
- Cerca de doze navios salvos por Bae Seol se tornaram o núcleo da marinha reconstruída por Yi Sun-sin e da frota de Myeongnyang.
- Culpa e memória
- Como a derrota é explicada depende das fontes em que se confia: obras posteriores enfatizam as falhas de Won Gyun, enquanto os registros da corte mostram também a pressão exercida sobre ele.
Registros
- 1592 — Yi Sun-sin, Won Gyun e Yi Eok-gi vencem uma série de batalhas navais, entre elas a da ilha de Hansan; Yi e Won Gyun brigam pelo crédito.
- 1593 — Yi Sun-sin torna-se Comandante Naval das Três Províncias, com quartel-general na ilha de Hansan.
- 1597 — 1º mês lunar (fevereiro–março): Yoshira diz a Kim Eung-seo que Katō Kiyomasa está prestes a atravessar; Yi não o intercepta, e Katō desembarca.
- 1597 — 2º–3º mês lunar: Won Gyun assume a marinha; Yi é levado à capital e encarcerado em 19 de abril.
- 1597 — 16 de maio (1º dia do 4º mês lunar): Yi é libertado e mandado servir sem posto sob Gwon Yul.
- 1597 — 31 de julho–1º de agosto: a frota ataca Angolpo e a ilha de Gadeok; An Hong-guk é morto.
- 1597 — 19–20 de agosto: a Marinha da Direita se desloca para Dadaepo, perto de Busan, e captura pouco mais de dez navios japoneses, enquanto se relata a chegada de mais de 600 navios japoneses. Relatos posteriores falam de uma investida rumo a Jeolyeongdo e de perdas na ilha de Gadeok, mas sua relação exata com essa operação é incerta.
- 1597 — 27–28 de agosto (15º–16º dias do 7º mês lunar): Batalha de Chilcheollyang.
- 1597 — 3 de setembro (22º dia do 7º mês lunar): a derrota é relatada à corte, e Yi Sun-sin é novamente nomeado.
- 1597 — Fim de setembro: Namwon cai nas mãos dos japoneses.
- 1597 — 26 de outubro: Yi Sun-sin faz recuar a frota japonesa em Myeongnyang.
- 1598 — Dezembro: as últimas forças japonesas se retiram de Busan, e a guerra termina.
- 1599 — Bae Seol, que deixara a frota em 1597, é capturado em Seonsan e executado.
- 1604 — Won Gyun é nomeado vassalo de mérito Seonmu de primeira classe com Yi Sun-sin e Gwon Yul; Yi Eok-gi, de segunda classe.
- 1980 — O túmulo de Won Gyun em Pyeongtaek é designado monumento da província de Gyeonggi; nas décadas seguintes, seus descendentes e alguns escritores reavaliam a atuação de Won Gyun.
Glossário
- Chilcheollyang
- “O estreito de Chilcheon”, o canal estreito entre a ilha de Geoje e a ilha de Chilcheon (hoje Chilcheondo), em Geoje, província de Gyeongsang do Sul.
- Samdo sugun tongjesa
- Comandante Naval das Três Províncias, o posto criado em 1593 para comandar as marinhas de Gyeongsang, Jeolla e Chungcheong; ocupado por Yi Sun-sin, depois por Won Gyun e de novo por Yi.
- Susa
- Comandante naval de uma província, como Yi Eok-gi (Direita de Jeolla), Choe Ho (Chungcheong) ou Bae Seol (Direita de Gyeongsang).
- Dowonsu
- Comandante-em-chefe do exército de Joseon em tempo de guerra; Gwon Yul ocupava o posto em 1597.
- Dochechalsa
- Comissário-chefe de Estado, um ministro de alto escalão enviado para supervisionar os assuntos militares e civis de uma região; Yi Won-ik ocupava o posto no sul em 1597.
- Bibyeonsa
- O Conselho de Defesa das Fronteiras, o órgão da corte que discutia e coordenava os assuntos militares.
- Panokseon
- O principal navio de guerra de Joseon, uma grande embarcação a remo com um convés superior elevado que levava canhões.
- Baegui jonggun
- “Seguir o exército em roupas brancas”: servir sem posto como punição, como Yi Sun-sin fez em 1597.
- Seonmu gongsin
- Vassalos de mérito nomeados em 1604 por serviços militares contra o Japão; Yi Sun-sin, Gwon Yul e Won Gyun foram os três da primeira classe.
- Waeseong (wajō)
- Fortalezas de estilo japonês construídas ao longo da costa sul da Coreia durante a guerra, como as de Angolpo e Gadeok, que davam aos japoneses bases perto das rotas marítimas.
- Calendário lunissolar
- O calendário usado em Joseon: os meses seguem a lua, com um mês extra acrescentado de tempos em tempos; suas datas precisam ser convertidas para o calendário ocidental (gregoriano).
Perguntas e respostas
Por que Yi Sun-sin não estava no comando em Chilcheollyang?
No começo de 1597, a corte o acusou de não interceptar o comandante japonês Katō Kiyomasa, sobre quem um intermediário japonês tinha passado informações, e de outras faltas. Ele foi preso, encarcerado e libertado apenas para servir sem posto. Won Gyun o substituiu.
A informação sobre Katō foi um truque japonês?
Obras coreanas posteriores, como os Anais Revisados e o Jingbirok, dizem que foi um ardil de Konishi Yukinaga, e muitos relatos modernos concordam. Os registros da corte de 1597 mostram a mensagem e como ela foi usada, mas não as verdadeiras intenções de Konishi, de modo que o mais adequado é dizer que relatos posteriores a apresentam como um ardil.
Por que a frota coreana chegou a sair?
A corte e o comandante-em-chefe Gwon Yul queriam que a marinha impedisse a travessia de reforços japoneses para Busan. Won Gyun e os comandantes navais provinciais argumentaram que isso era impossível enquanto os japoneses dominassem a costa, mas receberam ordem de sair sob ameaça de punição.
Won Gyun morreu na batalha?
Em geral se diz que ele foi morto depois de desembarcar, mas as circunstâncias são incertas. O mensageiro Kim Sik o viu pela última vez quando soldados japoneses chegavam até ele debaixo de um pinheiro e não o viu morrer, e durante semanas os relatórios divergiram sobre se ele tinha sobrevivido. Ele nunca reapareceu, e registros posteriores o tratam como morto.
Quantos navios sobreviveram?
Cerca de doze, a esquadra que Bae Seol levou embora; eles se tornaram o núcleo da frota de Yi Sun-sin. Alguns relatórios mencionam outros navios e barcos espalhados ao longo da costa, de modo que o total de sobreviventes pode ter sido um pouco maior.
A data é 15 de julho ou 27 de agosto?
As duas se referem à mesma noite. Os registros dão o 15º dia do 7º mês do calendário lunar; convertido para o calendário ocidental, isso é 27 de agosto de 1597, e a destruição da frota veio na manhã seguinte, 28 de agosto. “15 de julho” mistura o mês lunar com o calendário ocidental.
O que aconteceu depois da derrota?
Yi Sun-sin foi novamente nomeado no prazo de uma semana, os japoneses tomaram o controle da costa sul e avançaram até Namwon, e em outubro Yi usou os navios sobreviventes para vencer a Batalha de Myeongnyang.
Fontes e leituras adicionais
- 조성도, 칠천량해전 (漆川梁海戰). Encyclopedia of Korean Culture (Academy of Korean Studies)
- 이정일, 원균 (元均). Encyclopedia of Korean Culture (Academy of Korean Studies)
- 이정일, 이억기 (李億祺). Encyclopedia of Korean Culture (Academy of Korean Studies)
- 최호 (崔湖). Encyclopedia of Korean Culture (Academy of Korean Studies)
- 송정현, 배설 (裵楔). Encyclopedia of Korean Culture (Academy of Korean Studies)
- 이정일, 안홍국 (安弘國). Encyclopedia of Korean Culture (Academy of Korean Studies)
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- 칠천도 (七川島). Encyclopedia of Korean Culture (Academy of Korean Studies)
- 원균 장군 묘 (元均 將軍 墓). Encyclopedia of Korean Culture (Academy of Korean Studies)
- 여수 충민사 (麗水 忠愍祠). Encyclopedia of Korean Culture (Academy of Korean Studies)
- 선조실록 (宣祖實錄). Encyclopedia of Korean Culture (Academy of Korean Studies)
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- Veritable Records of King Seonjo (선조실록), 27th day of the 1st month of 1597, entry 3: audience with ministers of the Border Defence Council; discussion of Yi Sun-sin and Won Gyun. Annals of the Joseon Dynasty database, National Institute of Korean History
- Veritable Records of King Seonjo (선조실록), 28th day of the 1st month of 1597, entry 2: royal memorandum to be conveyed to Won Gyun, appointing him naval commander of Gyeongsang Right Province and commander for Gyeongsang. Annals of the Joseon Dynasty database, National Institute of Korean History
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- Veritable Records of King Seonjo (선조실록), 13th day of the 3rd month of 1597, entry 2: royal memorandum listing Yi Sun-sin’s crimes and asking the ministers to discuss his punishment. Annals of the Joseon Dynasty database, National Institute of Korean History
- Veritable Records of King Seonjo (선조실록), 19th day of the 4th month of 1597, entry 5: report of Won Gyun (dated the 29th day of the 3rd month) asking for a combined land and sea campaign. Annals of the Joseon Dynasty database, National Institute of Korean History
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- Veritable Records of King Seonjo (선조실록), 11th day of the 6th month of 1597, entry 3: Won Gyun asks that Angolpo be attacked first by land and sea; the Border Defence Council’s reply. Annals of the Joseon Dynasty database, National Institute of Korean History
- Veritable Records of King Seonjo (선조실록), 15th day of the 6th month of 1597, entry 5: the Ministry of War on troop numbers to be given to the Ming general. Annals of the Joseon Dynasty database, National Institute of Korean History
- Veritable Records of King Seonjo (선조실록), 26th day of the 6th month of 1597, entry 6: the Border Defence Council proposes rotating naval squadrons. Annals of the Joseon Dynasty database, National Institute of Korean History
- Veritable Records of King Seonjo (선조실록), 28th day of the 6th month of 1597, entry 5: report of the commander-in-chief Gwon Yul on Won Gyun. Annals of the Joseon Dynasty database, National Institute of Korean History
- Veritable Records of King Seonjo (선조실록), 29th day of the 6th month of 1597, entry 8: report of Yi Won-ik on the fighting at Angolpo and Gadeok and the death of An Hong-guk. Annals of the Joseon Dynasty database, National Institute of Korean History
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- Veritable Records of King Seonjo (선조실록), 5th day of the 8th month of 1597, entry 4: report of Yi Won-ik on the naval commanders and the court’s decision on Won Gyun. Annals of the Joseon Dynasty database, National Institute of Korean History
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- Yu Seong-ryong (柳成龍), 懲毖錄 (Jingbirok), vol. 2 (classical Chinese text). Wikisource
- Battle of Chilcheollyang. Wikipedia
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- First Dutch Expedition to the East Indies. Wikipedia
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Escrito com auxílio de IA a partir das fontes publicadas acima e revisado conforme surgem novas pesquisas.
